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O objetivo é ser uma fonte de informação,atualização,dicas,ponto de partida para consultas, reflexões, comentários, colaborações, histórias e causos que giram em torno do ensino, da aprendizagem, de toda a sua dinâmica e de fatos correlatos que influenciam todo este processo de alguma forma.


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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Os desafios da educação brasileira



Publicado em 13/01/2011
 MOZART NEVES RAMOS
Há de se reconhecer os numerosos avanços ocorridos na educação brasileira nos últimos anos. Como exemplo, podemos citar a criação de um fundo de financiamento para toda a educação básica (o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb), constituído a partir do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef); um sistema de avaliação consolidado, que chegou à escola; e metas de aprendizagem aferidas a partir do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Esses avanços, todavia, ainda não colocaram o Brasil ao lado dos países que estão no topo da educação básica mundial. Na última avaliação do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), o país ficou apenas na 53.ª posição em leitura e ciências, e somente na 57.ª em matemática, dentre 65 países avaliados. É preciso avançar, e muito, nos próximos anos.
Para que isso seja possível, é necessário darmos grandes e importantes passos em busca da melhoria da educação básica em todo o país. Certamente, o maior desafio na área da educação para os novos governantes está no campo da qualidade do ensino. De acordo as metas de aprendizado do Todos Pela Educação, dos alunos que chegam ao final do ensino médio, apenas 11% aprenderam o conteúdo de matemática que seria esperado para essa etapa. Em língua portuguesa, o porcentual de aprendizagem adequada também é só um pouco melhor: 28,9% dos concluintes dominam o conteúdo mínimo esperado.
Outro ponto que merece máxima atenção dos gestores é a alfabetização das crianças. Precisamos fechar a torneira do analfabetismo já nos primeiros anos da educação básica, para que as crianças possam se desenvolver e assimilar plenamente os conteúdos das disciplinas ao longo de todas as etapas do ensino. Estabelecer um indicador nacional para aferir essa situação é mais do que necessário, é estratégico para o país.
O enfrentamento dessas questões passa necessariamente por outro grande desafio: a valorização da carreira do magistério. Nos países que atingiram uma educação de qualidade, os melhores alunos do ensino médio querem ser professores. E isso se deve a quatro fatores: ao salário inicial atraente (por aqui, a Lei do Piso Salarial do Magistério, de R$ 1.024, ainda não foi plenamente cumprida), à carreira promissora com base no desempenho docente, à formação inicial sólida e às boas condições de trabalho. O magistério, portanto, precisa se tornar objeto do desejo também no Brasil, pois os professores são grandes agentes de transformação em sala de aula.
O avanço depende também do aumento dos recursos para a educação e da boa gestão das verbas. Até 2014, uma meta possível é a ampliação do investimento para 7% do Produto Interno Bruto (PIB). O Brasil investe na educação básica cerca de US$ 1.500 por aluno/ano; países vizinhos, como Chile e México, investem US$ 2 mil; já a Comunidade Europeia, US$ 6 mil. A gestão da educação, que vai do secretário de Estado aos profissionais das instituições de ensino, precisa ser aprimorada – com o fim, por exemplo, da indicação política de diretores de escola.
Por fim, os próximos governantes precisam definir com clareza a responsabilidade de cada ente federado na educação. A aprendizagem é um direito constitucional que não é respeitado no Brasil, e assegurá-lo é dever do Estado.
Nesse sentido, espera-se que o novo Plano Nacional de Educação 2011-2020, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) em dezembro passado, agora em avaliação no Congresso, possa ser mais efetivo do que o anterior, que teve apenas um terço de suas metas cumpridas, promovendo, assim, uma aceleração no enfrentamento desses desafios. Por trazer poucas metas e um texto objetivo e de fácil entendimento, o novo plano possibilita maior mobilização e participação da sociedade brasileira para a garantia do direito ao ensino de qualidade. Essa é uma causa de todos nós.
Mozart Neves Ramos é conselheiro do Todos Pela Educação, membro do Conselho Nacional de Educação e professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco)

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Educação no Brasil é de gritar de dor

Por Ivone Boechat
Analisando com olhos pedagógicos a situação educacional do Brasil dá para chorar e prantear e gritar de dor pelos milhões de jovens que conseguem ultrapassar todo tipo de barreira e entrar nas instituições escolares. Dói, mas dói muito, ver como os estudantes ainda acreditam no poder da Escola e ter pleno conhecimento da imensa decepção que logo, logo os assola! Eles chegam eufóricos, sim, porque mesmo quando é "gratuito", não sai barato. É caro, muito caro, para entrar.
Aí começam as aberrações: todo mundo é burro, todo mundo é malandro, todo mundo é violento... Nós, educadores, sabemos que: todo mundo quer estudar, todo mundo quer aprender, pode-se vencer a violência... E ninguém venha dizer que só os pobres sofrem, porque a Escola é Pública, os professores ganham pouco, os recursos são escassos. Não! O sofrimento é geral!
O Brasil tinha a mesma taxa de repetência do Burundi e Congo
No Brasil, a palavra organizado só é usada para o crime: crime organizado. É muita bala perdida! Há brasileiros perdidos também! Votos perdidos e verbas perdidas...
Os métodos de alfabetização no Brasil andam na contra-mão.
Cerca de 24% dos alunos do ensino fundamental das escolas brasileiras são obrigados a repetir de série pelo menos um ano - a maior proporção de toda a América Latina.
A Unesco - Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura informa que a taxa de repetência de primeira a quarta série no Brasil é pior do que a do Camboja (Ásia) e equivalente à de países como Moçambique e Eritréia (África).
No Ensino Médio, entre 1998 e 1999, a taxa de repetência estava em 17,2%.
Em 2001, a Unesco comparou 107 países, o Brasil tinha a mesma taxa de repetência do Burundi e Congo: 25%.
O MEC gasta R$ 7 bilhões por ano com repetência no ensino fundamental.
Além de campeões de repetência, ficamos nos últimos lugares do Pisa - Programa Internacional de Avaliação de Alunos.
A UNESCO considerou 45 países, cujos índices de repetência são superiores a 10%. O Brasil, com taxa de 21% está entre 15 países, a maioria da África e do Caribe.
Camboja, 11%, Haiti, 16%, Ruanda, 19%, Chile, 2%, Argentina, 6%. Brasil, Indonésia e Tunísia, estão entre os que têm os menores níveis de conhecimento em matemática do mundo.
A taxa de evasão, que em 1997 estava em 5,2%, aumentou para 8,3% em 2001. Nos cursos noturnos, essa proporção chega a 35%.
Os alunos mais ricos do Brasil têm desempenho inferior ao dos ricos da Espanha, EUA, Rússia, França, Portugal, Coréia do Sul e México.
Somente 27,6% dos alunos da rede privada que fizeram as provas de matemática e de língua portuguesa tiveram desempenho considerado adequado pelo Ministério da Educação.
Somente 3,7% dos alunos das escolas públicas se saíram bem no teste de língua portuguesa e 2,1% no teste de matemática.
Pasmem! Segundo o professor Célio da Cunha, assessor para a área da educação da Unesco no Brasil: "O alto índice de fracasso é a falta de condições para o professor. Eles não estão preparados para ensinar alunos com dificuldades socioeconômicas".
O Brasil tem 24,5 milhões de brasileiros portadores de algum tipo de deficiência: 176.067 surdos, 159.824 cegos, 6,59 milhões dificuldades físicas motoras. Cerca de 15% da população brasileira apresenta alguma deficiência física, mental ou dificuldade para enxergar, ouvir ou locomover-se. Existe Escola especial para eles?
Em meio a tantas coisas perdidas, só não pode existir educadores perdidos!
(Ivone Boechat é leitora do Globo Online)

Fonte:

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Uma visão geral sobre a educação brasileira



Sebastião Fontineli França
Mestre em Geografia, pela Universidade de Brasília.
Diretor de Ensino de Pós-Graduação da UPI


Educação Brasileira e Blogs

Norberto kawakami

 

 


A cada dia que se passa, a Educação Brasileira me surpreende mais. Infelizmente, pelo seu lado negativo.
Se uma criança de 9 anos, que usufrui do ensino público, não consegue escrever a palavra “aula“, então há alguma coisa muito errada. Eu sempre estudei em uma escola pública e, em comparação com aquele tempo e hoje, percebo que a coisa degringolou de um tal modo que não vejo uma melhora nem a longo prazo. Isto se as mudanças, caso houvessem, começassem a ser implantadas hoje. Digo isso porque há uma geração inteira que se construiu com essa educação deficiente e que transmitirá essa deficiência para seus filhos, seja na forma do desleixo como se entende oaprendizado, seja na pouca importância que se dará ao conhecimento. Mas o mais importante é que não se desenvolverá o senso crítico.
Aliás, este é um problema recorrente na Educação Brasileira, mesmo nas escolas particulares. Há pouco incentivo para perguntas e descobertas. Há um certo pacto implícito entre os professores e estudantes: finge-se que ensinam e finge-se que aprendem. E quando há quem queira perguntar, o seu colega mais próximo faz a cara de “Como você não sabe isto?”  mesmo que ele também não saiba. O problema, é claro, não é só deles. Abrange um contexto bem maior – vestibulares, mercado de trabalho, concorrência entre escolas, etc. O resultado disto tudo é que aprendemos a repetir o que está escrito nos livros, mas não aprendemos a aprender, não aprendemos a descobrir as coisas, não aprendemos a questionar.
Falei, falei, falei. E se você chegou até aqui, deve estar pensando: “O que isto tem relação com os blogs?”
A princípio, nada. Ou tudo?
Com o projeto de Inclusão Digital e Computador para Todos, pode-se incentivar para que estes garotos e garotas que se iniciam na Internet, maravilhados com o novo mundo, a terem seus próprios blogs. Podem começar como diários, mesmo, como todo principiante que inicia escrevendo sobre o seu cotidiano. Mas o mais importante é incentivar a interação entre eles e os blogs que já existam na rede. É nessa interação que surgirá e se desenvolverá a idéia da internet como ferramenta e não apenas como um simples repositório de informações aleatórias. E como um bônus deste processo, pode-se incentivar o senso crítico e a escrita como sua forma de expressão.
O que você acha disto? Estou viajando na maionese?

Fonte imagem:


A Educação no Brasil: Avanços e problemas

Se fizéssemos um passeio pela história da educação, no Brasil, veríamos que muito pouco mudou desde o início até os dias de hoje. O que ocorreu foi uma sucessão de avanços e tropeços.
Nos primeiros anos do nosso país a educação era aquela promovida pelos Jesuítas. Alterou-se para pior com a expulsão da Companhia de Jesus, permanecendo inalterada até a chegada da Família real, em 1808, e somente se incrementou e estruturou a partir da década de 1960.
A preocupação dos jesuítas era a catequese dos índios e o ensino das primeiras letras aos filhos dos colonos. A despreocupação com a escola se devia ao fato de ser uma colônia rural em que se dependia apenas da força braçal. A escolarização era vista como algo desnecessária, pois as atividades eram eminentemente braçais, para as quais o saber ler e escrever consistia em um luxo, pois, pensava-se: para que um trabalhador da roça precisa saber ler e escrever, se seu serviço é lavrar o chão. Talvez, por esse motivo, quando a Companhia de Jesus foi expulsa do Brasil o processo escolar ficou adormecido. Mesmo porque durante todo o período aos filhos das elites, quando isso parecia conveniente, havia a possibilidade de estudar na Europa.
Com a chegada da família real as coisas não mudaram. A educação escolar continuava sendo privilégio de alguns membros das elites. Com a diferença de que são criados alguns cursos que poderiam ser considerados precursores das primeiras faculdades. E assim se passaram os anos e chegamos ao início do século XX quando o nível de escolarização da população brasileira ainda era baixíssimo.
Somente após a Primeira Guerra Mundial, com a chegada dos imigrantes e o início da industrialização começou a aparecer uma maior preocupação com a escola. Entretanto de forma mais concreta, somente a partir dos anos 60, do século XX, a partir de movimentos populares, de mobilização sindical se concretizaram as primeiras experiências de popularização da escola. Mas esse princípio de educação popular foi extinto com a instalação do Governo Militar, a partir de 1964, a partir do qual foram estabelecidos os acordos MEC-Usaid.
Durante o período militar nasceu a LDB 5.692/71 que, por muitos anos norteou o ensino de primeiro e segundo graus, no país.
A LDB pode ser considerada, ao mesmo tempo, um avanço e um tropeço. Avanço porque normatizou o sistema escolar nacional, que até esse momento não estava completamente organizada. Foi um tropeço porque a escola nacional se tornou dependente dos interesses norte-americanos, em razão dos acordos MEC-Usaid. E a proposta de profissionalização não surtiu efeito, pois os cursos profissionalizantes não deram conta de preparar os jovens para o mercado de trabalho. Seu efeito foi o de, por algum tempo, diminuir a demanda por vagas nas portas das universidades.
Com o processo de abertura e redemocratização, a partir de meados da década de 1980, o sistema escolar se reorganizou e em 1996 foi publicada uma nova LDB, a qual rege o sistema escolar brasileiro, na atualidade.
Podemos dizer que, o grande avanço do sistema escolar brasileiro e da legislação educacional foi a obrigatoriedade da gratuidade do ensino fundamental e médio a ser oferecido pelos estados e municípios. A oferta e compromisso com a escolarização passou a ser não só uma obrigação dos pais, por ser direito da criança e do jovem, como uma obrigação e dever do Estado. Essa obrigatoriedade do Estado se manifesta como oferta de condições de escolarização, de acesso à escola e de permanência nela. Entretanto isso ainda não se tornou uma realidade para todos os estudantes. Nem todos têm condições de acesso à escola e nem todos os que têm acesso permanecem nela. Além disso a escola nos três níveis (fundamental, médio e superior), ainda não é uma expectativa e um objetivo dos jovens em idade escolar.
Em todo esse período, talvez o que possamos apresentar como o grande problema da educação nacional, tenha sido e continue sendo o da desvalorização do profissional da educação. Desvalorização que se manifesta nos baixos salários, na dificuldade de acesso a escolarização de nível superior, pois o filtro do vestibular impede que a grande maioria dos jovens ingressem no ensino superior. Essa dificuldade de acesso se deve tanto à deficiência na formação como na falta de vagas para todos. E com isso fica comprometida a afirmação de que deve acontecer educação para todos com todos na escola.
Recentemente foi aprovada a lei que estabelece um piso para os salários dos professores. Entretanto até que isso se torne uma realidade pode demorar um tempo. Além disso, estabelecer um piso sem oferecer maiores condições para que os professores se aprimorem na sua qualificação pode não ser suficiente para melhorar nosso quadro escolar que já foi pior, é verdade, mas ainda tem muito a melhorar até chegar ao ponto de se equiparar ao dos países desenvolvidos.
Valorização dos profissionais da educação, ampliação das condições de acesso e permanência na escola e ampliação da qualidade do ensino oferecido são alguns dos desafios que se impõem a um ministro da Educação que, seriamente, deseje melhorar o sistema escolar brasileiro.
Neri de Paula Carneiro – Mestre em Educação, Filósofo, Teólogo, Historiador.
Leia mais:
http://www.webartigos.com/authors/1189/Neri-de-Paula-Carneiro
http://www.artigonal.com/authors_51301.html
www.brasilescola.com.br>

 

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sábado, 28 de maio de 2011

Transgressão e mudança na educação - os projetos de trabalho

Por estarmos vivendo em uma época de grandes mudanças sociais, passou a ser função da escola não apenas a transmissão de conteúdos, mas ajudar a construir a identidade e a subjetividade de cada criança e adolescente, tanto como sujeito histórico, como cidadão, ensinando-os a elaborar estratégias e recursos para interpretar o mundo em que vivem, a escrever suas próprias histórias, respeitando as mesmas, as relações estabelecidas através das diferentes experiências culturais e os conhecimentos relevantes para eles.
 Como decorrência, pertinentes indagações têm sido apresentadas: a escola tem ajudado os alunos a estabelecer relações entre as diferentes matérias, partindo do que realizam em sala de aula? Os currículos têm sido elaborados respeitando os conhecimentos prévios e peculiares de cada comunidade escolar? Há uma preocupação especial com relação às concepções de ensino e aprendizagem em sala de aula?
Tais questionamentos estão correlacionados ao valor a ser dado à indagação crítica como estratégia de conhecimento, da educação para a compreensão, visto ser do consenso geral que o melhor caminho para se ensinar alguém a pensar e aprender compreensivamente é através da pesquisa, observação do contexto social ao qual o aluno pertence, além das estratégias elaboradas, que lhe permitam interpretar a realidade existente.
 Daí a ênfase dada pelo autor à organização curricular. Acredita que, aquilo que os alunos aprendem não pode ser organizado a partir de temáticas decididas por um grupo de especialistas disciplinares, mas sim, de conceitos ou idéias chaves, que vão além das matérias escolares e que permitem explorá-las, descobrir relações e interrogar sobre os significados das interpretações dos fatos.
Para Hernández, as disciplinas escolares nunca são um ponto de chegada, mas uma referência para o aprendiz orientar-se numa exploração mais ampla e incerta, já que o que aprende deve ter relação com a vivência de cada um, cabendo à educação possibilitar a aquisição de estratégias de conhecimento que permitam ir além do mundo como estamos acostumados a representá-lo, por códigos lingüísticos e sinais culturais estabelecidos e “dados” pelas matérias escolares e pela bagagem outorgada pelo grupo social ao qual se pertence, refazendo e renomeando esse mesmo mundo.

 O ensino da interpretação seria a parte central de um currículo, enfocando a compreensão, enfrentando o educador o duplo desafio de ensinar os alunos a compreender as interpretações sobre os fenômenos da realidade, a origem deles e, assim, compreender a si mesmos. Dessa forma, seria entendido que o conhecimento escolar não se “fixa” em verdades universais e estáveis e, sim, coloca aluno e educador, em uma atitude de incerteza frente a diferentes linguagens que se refletem nos saberes, nas disciplinas, nas matérias, processo este que dará sentido à realidade. Por isso, uma das grandes propostas deste livro é a de convidar os educadores a romperem com a idéia existente de classe e de organização da escola, por grupos de nível ou de idade, com um professor como a única fonte de conhecimento.
Os currículos escolares devem ser organizados partindo da priorização de projetos de estudo, com atividade docente diversificada, alunos agrupados a partir de temas ou problemas que irão pesquisar e não por questões de nível ou de idade. O tempo é planejado em termos de períodos de trabalho: início de uma semana ou quinzena, “espaços de trabalho”, sem a estrutura de aulas fechadas, mas, pela idéia de seqüencialidade e de organização de conteúdos, sendo cada sala de aula um cenário com uma cultura própria, não única, mas que vai se definindo mediante os diferentes discursos que são desenvolvidos e as diferentes situações encenadas. Isso favoreceria o reconhecimento das influências e representações mútuas entre as diferentes culturas, em diversas formas de conhecimento, para melhor construção da realidade. Trata-se de repensar a escola, entendendo que ensinar é: questionar toda forma de pensamento único e suas representações e verdades estáveis da realidade; incorporar uma visão crítica que induza o indivíduo a se perguntar a quem beneficia ou marginaliza essa visão dos fatos; estudar um fenômeno, destacando opiniões diferenciadas, para que o aluno comprove que a realidade se constrói a partir de pontos de vista diferentes; compreender que toda realidade corresponde a uma interpretação, não inocente, objetiva e nem científica, e sim interessada, pois ampara e media visões do mundo e da realidade conectadas ainteresses que quase sempre têm a ver com a estabilidade de um status quo e com a hegemonia de certos grupos.

Fonte: 
O papel do gestor escolar na incorporação das TIC na escola:experiências em construção e redes colaborativas de aprendizagem.

Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida
Lígia Cristina Rubim Menezes





terça-feira, 24 de maio de 2011

GRUPO PROFISSIONAIS DO CONHECIMENTO


Grupo de discussão sobre assuntos relacionados a EDUCAÇÃO: profissão,projetos,cursos,dinâmica pedagógica,etc.Os assuntos são tratados de forma profunda e por diversas áreas profissionais que se envolvem com esta atividade.