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Este blog tem como marco referencial a Educação.
O objetivo é ser uma fonte de informação,atualização,dicas,ponto de partida para consultas, reflexões, comentários, colaborações, histórias e causos que giram em torno do ensino, da aprendizagem, de toda a sua dinâmica e de fatos correlatos que influenciam todo este processo de alguma forma.


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segunda-feira, 23 de maio de 2011

REFLEXÕES NO USO DA TECNOLOGIA NOS PROCESSOS ENSINO E APRENDIZAGEM.

Blog de coisastantasderenatohirtz :COISAS TANTAS DE RENATO HIRTZ, REFLEXÕES NO USO DA TECNOLOGIA NOS PROCESSOS ENSINO E APRENDIZAGEM.
    
     Muito se fala sobre o uso da tecnologia como uma grandiosa solução para todos os problemas existentes no processo ensino aprendizagem. Da mesma forma,ela é a chave mestra para o portal da nova escola e da nova educação e transformará o educando num ser cibernético e com uma cibercultura refinada e pronto para enfrentar todas as demandas do mercado.Algo fantástico que promoverá uma verdadeira revolução e colocará fim a todas as mazelas da sociedade.
     Refletir sobre o uso da tecnologia no processo ensino aprendizagem é muito mais profundo. É muito mais do que abarrotar as nossas escolas com computadores de última geração,salas de aula digital,softwares educacionais e outros tantos acessórios que ficarão ali,muitas vezes,para acumularem pó ou funcionárias terem de limpa-los de quando em quando. A tecnologia na maioria das vezes, na maioria das escolas e até mesmo em órgãos públicos e mesmo privados está aí para preservar todo um conteúdo instrucional ou gestor tradicional, mascarado de uma roupagem nova, travestido de informatizado ou digital. Muitos softwares educacionais,por exemplo, trazem a imagem da modernização,são vendidos como algo admirável que na verdade nada mais são do que massificadores de informações.
     Continua-se desta forma ao processo de exclusão.É a tecnologia a serviço de uns em detrimento do todo. Temos que ter claramente que a tecnologia não veio para arrasar com tudo o que está aí, apesar de instituições educacionais, empresas e os governos insistirem que sem a apropriação das ferramentas que ela nos traz estaremos acabados. Assim como está posta aos nossos alunos,aos nosso educadores,aos sistemas educacionais ela só servirá ao comércio eletrônico,um novo tipo de economia,a ampliar os adeptos de sites de relacionamento,chats e outras formas de enquadramento da capacidade da população dita analfabeta digital. Refletir sobre tecnologia no processo ensino aprendizagem deve iniciar-se na figura de quem é o agente deste processo: o professor.
     Há uma expressão utilizada no meio da cibercultura de que o professor é um “imigrante digital”.Ele é um estranho que chega ao mundo digital,ouve falar de vários espaços (zonas digitais) que pode conhecer,visita algumas “cidadelas digitais” como sites de relacionamento,cria seu e-mail,acessa sites bancários,consegue digitar sua senha,acessa alguns blogs,copia e cola conteúdos que acha interessante reproduzir e ler com seus alunos.E isto lhe basta ? Não. Certamente ele quer mais e o primeiro passo para que toda esta tecnologia digital comece a resultar em produtividade é necessário mostrar e ensinar ao educador como usar as ferramentas tecnológicas.Ele deve aprender a ser produtor de seu próprio conhecimento para pode conduzir seu aluno por este mesmo caminho.
     Ouço muito que o professor tem medo do computador, do data show, é resistente em aprender coisas novas ou está numa idade avançada, cronológica ou profissionalmente. Nada disso.Há que se propiciar ao professor,assim como ao aluno,a oportunidade de entrar em contato com tudo isto.Só tememos o desconhecido e só temos medo do computador e de suas possibilidades por desconhecê-lo.Nós temos que aprender a produzir e compartilhar esta produção nossos pares,nossa comunidade,com nossos alunos e com o mundo. Refletir sobre a escola é outro ponto importante quando se aborda este assunto. Sempre questionei,pelas escolas públicas ou privadas pelas quais passei,qual era o papel daquela escola na comunidade e que tipo de aluno queríamos formar ao final dos cursos ali existentes.
     Nada adianta um magnífico prédio,salas de aula adequadas,salas de recursos,enfim uma escola padrão se o seu principal papel dentro da sociedade e do contexto cronológico “educar” for simplesmente transmitir conhecimento através de professores de reconhecido saber ( verdadeiros arquivos de informação).A escola,como instituição,deve ter claramente seu papel no contexto atual de que não é única,não tem uma padronização de alunos e que eles formam um grupo de múltiplas aprendizagens,que a comunidade onde está inserida é multifacetada em todos os sentidos e que faz parte de um todo,que o professor,o funcionário,a equipe diretiva possui culturas e potenciais diferentes. Hoje a escola deve propor um processo ensino aprendizagem em que ela proporcione a sua comunidade escolar (aluno, professor, pais e funcionários) a oportunidade de se ter contato com a informação, de organizar (a partir desta informação) o conhecimento e que haja ao final de todo este processo a produção do conhecimento e a interatividade deste resultado com a sociedade onde ela está inserida.
     Os desafios do processo ensino aprendizagem usando a tecnologia da informação e comunicação são muitos, mas não impossíveis de serem superados. O primeiro desafio será a escola dar-se conta das mudanças sociais,saber trabalhar com culturas diferentes,com diferentes potenciais ( são múltiplas as formas de aprendizagem) e afastar definitivamente a idéia de que ela é transmissora de conhecimento e passar a adotar a postura e a posição de orientadora e organizadora da construção do conhecimento dos seus educandos de forma interativa.
     Já ao professor cabe tomar consciência de que ele e a sua escola fazem parte de um contexto global que muda a cada dia com um volume de informações extremamente grande. Ele é o agente que deverá promover a formação do conhecimento,dando sentido as informações que existem,interagindo com seu aluno levando-o a tratar as informações criticamente,contextualizando o conhecimento a nível de escola e de mundo.Ter presente em cada ação que ele e o aluno não são sujeitos somente da história,mas sujeitos do mundo e autores de seu próprio conhecimento e que este deve ser compartilhado com os demais e com o mundo.
     Por fim, escola e professor devem refletir como o aluno adquire seu conhecimento hoje, como ele aprende e que hoje ele faz parte de um grupo, de uma tribo e que tudo pode ser aprendido em grupo, em conjunto e todos ensinando a todos a todo o momento.

(Autor: Renato Hirtz)

DICA: COMO ELABORAR HIPERTEXTO NO WORD


1- Criar uma pasta - Hipertexto
2- Salvar o texto na pasta – texto pessoal em função de direitos autorais
3- Marcar as palavras que devem remeter para definições ou outros sites
4- Procurar as definições em diferentes fontes de referências – livros, revistas, internet, etc.
5- Digitar as definições e salvar em diferentes arquivos na pasta Hipertexto, tendo o cuidado de numerá-los ou identificá-los por ordem; ex; 1, 2, 3 ...
6- Depois de salvar selecionar a palavra que será definida no texto original e ir no ícone inserir hiperlink no alto da página do Word, encontrar o arquivo que a define e clicar OK
7- Se quiser inserir um site na palavra selecionada o procedimento é o mesmo, porém no momento de encontrar o arquivo selecionar página da Web ou arquivo existente, que está no lado esquerda da janela.

Sites sobre hipertextos

http://www.hyperlogos.bemvindo. net/tikiindex.php?page_ref_id=203

LENDO PIERRE LÉVY 4 - COMO SURGIU O HIPERTEXTO

VANNEVAR BUSH,em 1945 enunciou pela primeira vez a idéia de um hipertexto.Matemático e físico de expressão afirmou que a mente humana funciona através de associações e que,na época,a maior parte dos sistemas de indexação e organização classificavam cada item sob uma única rubrica e a ordenação era puramente hierárquica. A mente humana vai de uma representação para outra, desenha trilhas dicotômicas, tecendo uma rede exponencialmente maior e mais complexa do que os princípios da indexação clássica ou de bancos de dados existentes.
   VANNEVAR criou o famoso memex,uma espécie de memória auxiliar do pesquisador ou consultor que permitia criar ligações independentes de qualquer classificação hierárquica entre uma dada informação e outra.Um determinado item visualizado determinaria que todos os outros ligados a ele poderiam ser recuperados ao simples toque de um botão.Cria-se desta forma um dispositivo fundamental do próprio processo de pesquisa e de elaboração de novos conhecimentos.
   Já no início dos anos 60, THEODORE NELSON criou o termo hipertexto para exprimir a idéia de escrita/leitura não linear e sim de uma imensa rede acessível e em tempo real, contendo todos os saberes literários e científicos do mundo. Surge então o Projeto Xanadu,uma espécie de diálogo incessante e múltiplo que a humanidade mantém consigo mesma e com o seu passado. Ainda hoje encontramos sistemas de hipertexto muito específicos que nos auxiliam num trabalho coletivo.
   Convém lembrar que a produção de um hipertexto,especialmente de dimensões muito grandes,necessita de minuciosa organização,seleção de contextualização,de acompanhamento e orientação do usuário,pois os formadores (público e alunos,por exemplo) normalmente é bastante diverso em sua própria contextualização.
   O hipertexto possui uma construção de base de dados com acesso associativo, extremamente imediato, intuitivo, combinando som, imagem, gráficos e o texto com grande capacidade de multiplicação entre usuários e produtores.
Fonte: AS TECNOLOGIAS DA INTELIGÊNCIA O Futuro do Pensamento na Era da Informática Tradução Carlos Irineu da Costa

LENDO PIERRE LÉVY 3

COMO SE FORMA UM HIPERTEXTO
Muitas vezes aquilo que se denomina de transmissão de informações é na realidade um meio para o individuo estabelecer um certo número de relações com o outro,isto é,uma autoafirmação de que pode ou que tem a capacidade manter contato com uma relação muito grande de outras pessoas e que possui uma grande relação de “amigos”. Nem sempre as informações transmitidas ou recebidas são de algum valor,profundidade ou mesmo reais.Lévy exemplifica esta questão quando um indivíduo faz um contato com um comerciante da esquina de sua rua.Ele pode ficar conversando durante algum tempo e no final da conversa não ter aprendido nada e vice-versa.Apenas o individuo confirmou para si e para outros que mantém boas relações “também “ com o comerciante. Outro exemplo que podemos dar é o transcorrer de uma reunião onde apesar da pauta pré-estabelecida,dependendo da forma de falar,agir,posicionar-se,o próprio silêncio de alguns participantes redireciona,muitas vezes,todo o conjunto de informações que seriam transmitidas.Cada partícipe contribui para uma mudança na situação,estabiliza e reorienta as percepções que o grupo forma de cada um,do próprio grupo e assunto.Lévy chama isto de plano das representações,isto é,o contexto é modificado de acordo com a interpretação das mensagens recebidas.Ele é p próprio alvo dos atos de comunicação.Cada intervenção sobre um contexto modifica este contexto,logo um contexto não é algo imutável.Um contexto é transformado a cada intervenção de um interlocutor e seus parceiros formando uma rede de nós formados de imagens e conceitos associados entre si. Quando falamos “maçã” seja para nós mesmos ou para um grupo podemos formar uma imensa rede associativa de imagens,modelos,sons,odores ,conceitos etc. que constitui o universo mental do grupo.Nosso universo mental pode ser reduzido (nosso contexto) mas o compartilhamento com os demais poderá ativar outros “nós” (pontos de associação) com força suficiente para mudar nosso contexto.Maçã traz o conceito de fruta,da imagem do fruto e suas formas,gosto e odor,os tipos deste fruto,sua localização geográfica de origem,a maçã de Newton,a maçã do pecado original,os doces de maça,enfim podemos formar uma rede de associações onde a simples palavra “maçã” está no centro deste emaranhado. Este processo complexo na realidade,que parte de uma única palavra,constitui um mundo de significação denominado de hipertextos.Ele está em constante construção,podendo permanecer por algum tempo estável,dependendo dos indivíduos da comunicação e suas interpretações,portanto é heterogênio colocando em jogo toda a capacidade de associações que podemos fazer.Possui uma multiplicidade de interpretações e provoca o estabelecimento de outros nós e redes associativas e possui um critério de escalas,onde o resultado pode atingir pequenos ou grandes grupos dependendo de sua precisão de interpretação.O crescimento,estagnação,composição ou recomposição depende da reação dos captadores (elementos terminais,os leitores) diante da informação recebida,não dependendo de um centro emissor e sim de múltiplos centros que se motivam por este ou aquele nó (na realidade,um assunto motivador da informação). Com as TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) o hipertexto (esta complexa rede de informações dinâmicas) pode ser usada com sucesso em projetos coletivos na escola.Basta,como vimos anteriormente lançar uma palavra( no exemplo da maçã) e motivar os alunos para a criação de um hipertexto que envolverá as diversas disciplinas do currículo escolar onde os professores serão os mediadores das informações e da produção do conhecimento de cada um.Certamente a conversa entre professor e aluno e alunos entre si,em aulas compartimentadas não servirão para avaliar (falsamente) as boas relações destes ou daqueles professores com um maior ou menor número de alunos e da mesma forma os alunos.As relações entre educador e aprendiz serão de um conjunto de informações que conduzam a produção de um conhecimento que farão parte do contexto atual do aluno na sociedade onde está inserido.
terça 27 julho 2010 11:50